Explorar tecnologias em prol das bibliotecas
Explorar as tecnologias de informação e comunicação, assegurando a função primordial das bibliotecas, foi um dos aspectos que mais se salientou durante o colóquio promovido na terça-feira, (02-11-17) em Maputo, que reuniu na mesma sala docentes, discentes, investigadores e outros interessados, da Escola de Comunicação e Artes da UEM e de outras universidades.
Tratou-se de um tema transversal, uma vez que englobou todas as facetas do surgimento do arquivo de documentos em Moçambique, a natureza da sua conservação, bem como a sua utilização como memória institucional de uma nação.
Acicênio Stélio Macuácua, especialista que se ocupou deste trabalho, ao longo da sua dissertação, vincou que na era em que nos encontramos hoje, o uso das bibliotecas e arquivos não pode fugir ao advento das tecnologias de informação e comunicação.
Neste mesmo capítulo, o orador fez saber que ao longo da sua investigação sempre deparou com uma situação que lhe deixou preocupado ao constatar que parte dos funcionários que hoje trabalham nas bibliotecas e arquivos ficaram parados no tempo, guiando-se por aquilo que aprenderam desde que as bibliotecas
nasceram no pais.
Sobre o utilizador comum destes serviços, Acicênio Stélio Macuácua falou que melhor leitor não é quem só se apresenta regularmente na biblioteca, mas sim aquele que para lá se dirige movido pelos objectivos da consulta.
- Partimos do princípio do que o que determina o melhor leitor é a consulta, não necessariamente aquele que frequenta regularmente a biblioteca – sublinhou ele, a dado passado da sua dissertação.
Na mesma sessão houve outras apresentações seguidas de debates como foi o caso do “acesso aberto a informação para fins científicos: caso do repositório de partituras da musica moçambicana na Escola de Comunicação e Artes da UEM”, “ o papel da musica no culto das religiões de liturgia cristã e tradicional africana”, “mitos e
ritos nas timbilas: crenças e práticas ainda desconhecidas”, “ a contextualização histórica da cultura hip-hop em Moçambique”, entre outros.
