sexta-feira, janeiro 11, 2019

Perfil do Bibliotecário de Referência Como Agente Cultural

A biblioteca universitária como espaço colectivo, vista há bastante tempo como um espaço aberto à cultura, pode oferecer muito a seus usuários se os profissionais se dispuserem a ir além do trabalho técnico.
Na perspectiva de Caldim (2003) “Em um mundo em constantes mudanças, globalizado, não cabem mais procedimentos ditos tradicionais. O bibliotecário tem de largar seu papel passivo, de mero processador técnico de livros e desempenhar um papel activo: agente de mudanças sociais.”
O bibliotecário deve associar os conhecimentos da área de biblioteconomia aos conhecimentos de cultura e organizar como as informações culturais poderão ser apresentadas e discutidas pelos usuários. O profissional da informação precisa “ser proactivo, lidar com imprevistos, ter criatividade, cultura geral, sensibilidade, trabalhar com profissionais de outras áreas, buscarem parceiros, ter uma equipe envolvida e altamente comprometida” OLIVEIRA, (2010).
Com tudo, a actividade cultural dentro da biblioteca universitária, depende em larga medida do bibliotecário de referencia que deverá ter em larga medida o intuito de transformar o espaço da biblioteca em um local de reflexão e dialogo entre os usuários promovendo actividades como concursos literários, oficinas, teatro, cinema, exposições e mais actividades, tornando a biblioteca num espaço dinâmico, democrático, levando o usuário a participar na formação do cidadão critico.
Acicênio Macuácua
 



quinta-feira, dezembro 07, 2017

Explorar tecnologias em prol das bibliotecas

Explorar as tecnologias de informação e comunicação, assegurando a função primordial das bibliotecas, foi um dos aspectos que mais se salientou durante o colóquio promovido na terça-feira, (02-11-17) em Maputo, que reuniu na mesma sala docentes, discentes, investigadores e outros interessados, da Escola de Comunicação e Artes da UEM e de outras universidades.
Tratou-se de um tema transversal, uma vez que englobou todas as facetas
do surgimento do arquivo de documentos em Moçambique, a natureza da sua conservação, bem como a sua utilização como memória institucional de uma nação.
Acicênio Stélio Macuácua, especialista que se ocupou deste trabalho, ao longo da sua dissertação, vincou que na era em que nos encontramos hoje, o uso das bibliotecas e arquivos não pode fugir ao advento das tecnologias de informação e comunicação.
Neste mesmo capítulo, o orador fez saber que ao longo da sua investigação sempre deparou com uma situação que lhe deixou preocupado ao constatar que parte dos funcionários que hoje trabalham nas bibliotecas e arquivos ficaram parados no tempo, guiando-se por aquilo que aprenderam desde que as bibliotecas
nasceram no pais.
Sobre o utilizador comum destes serviços, Acicênio Stélio Macuácua falou que  melhor leitor não é quem só se apresenta regularmente na biblioteca, mas sim aquele que para lá se dirige movido pelos objectivos da consulta.
- Partimos do princípio do que o que determina o melhor leitor é a consulta, não necessariamente aquele que frequenta regularmente a biblioteca – sublinhou ele, a dado passado da sua dissertação.
Na mesma sessão houve outras apresentações seguidas de debates como foi o caso do “acesso aberto a informação para fins científicos: caso do repositório de partituras da musica moçambicana na Escola de Comunicação e Artes da UEM”, “ o papel da musica no culto das religiões de liturgia cristã e tradicional africana”, “mitos e
ritos nas timbilas: crenças e práticas ainda desconhecidas”, “ a contextualização histórica da cultura hip-hop em Moçambique”, entre outros.


terça-feira, novembro 22, 2016



TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E SUA IMPORTÂNCIA NA PRESERVAÇÃO DA MEMÓRIA 

As ferramentas digitais actualmente auxiliam de uma maneira significativa na produção intelectual. Neste âmbito, o uso das Tecnologias de Informação revela-se de tamanha importância na preservação de informação e documentos que garante a transferência de dados para gerações vindouras.
A actuação do profissional de informação depende em larga escala do acompanhamento da evolução das tecnologias utilizadas em ambientes informacionais como forma de garantir a preservação da memória e o acesso a informação em tempo real. A integração das tecnologias de informação no dia-a-dia do profissional de informação, vem auxiliar no tratamento, disseminação e preservação da informação e da memória, que por sua vez podem ser preservadas em diversos formatos para futuras recuperações, uma vez que a mesma encontra seu valor na possibilidade de acesso e na sua utilização, principalmente, considerando-a como elemento fundamental de uma estrutura de linguagem visual, viabilizando novas formas de comunicação.

sexta-feira, junho 08, 2012

Assinala-se amanhã 9 de Junho o Dia Internacional dos Arquivos.

 
Arquivo é o conjunto de documentos produzidos e/ou recebidos por uma entidade colectiva, pública ou privada, bem como por uma pessoa ou família, no desempenho de suas actividades, qualquer que seja o suporte de informação ou a natureza dos documentos. ‘’conceito dos arquivos modernos’’
O Dia Internacional dos Arquivos foi instituído pela Assembleia Geral do ICA – Conselho Internacional de Arquivos, realizada no Québec (Canadá), em Novembro de 2007. Foi escolhida esta data por ter sido em 9 de Junho de 1948 que a UNESCO criou o ICA.
O objectivo da criação de um Dia Internacional de Arquivos visa proporcionar condições para que em todo o mundo se desenvolvam acções de promoção e divulgação da causa dos arquivos. Com suporte a esta data, o grupo administrador do presente blog deseja um feliz dia e muito sucesso a todos arquivistas e em especial aos arquivistas moçambicanos.